Na revista semanal “Veja”, publicada há alguns anos, foi apresentada à reportagem: “YES, NÓS TEMOS HIGH SCHOOL”! Ela ressaltava (...) “uma novidade que vem se espalhando nas escolas de ensino médio do Brasil e se destina a garantir aos jovens o inglês afiado que o mundo de hoje exige e facilitar – e muito – o ingresso numa universidade no exterior”.

Diante dessa demanda universitária ou mesmo profissional, a colocação mais comum tem sido: “Perdi a oportunidade, pois não sei inglês ou mesmo outro idioma”. Ainda por cima, os dados das pesquisas mais recentes quanto à questão salarial, revelam que um trabalhador com uma segunda língua recebe 30% a mais, em relação ao fluente em apenas um.

Na verdade, as pessoas conquistaram uma nova vida, porque passaram a uma interação com pessoas de todas as partes do mundo. O espanhol oferece um relacionamento com a América Latina, além da Espanha e alguns países que é ensinado como segunda língua. O francês, o italiano e o alemão seguem o mesmo princípio, ampliam os horizontes. Dentre todas as línguas, o inglês é a “porta internacional”, porque todas as fronteiras foram diluídas no acesso à informação.

Entretanto, não há escolas “miraculosas” que transformarão os alunos em falantes em um pequeno espaço de tempo. Tudo depende de esforço, disciplina e do desejo de aprender. Todos devem tomar consciência de que somente uma sala de aula com o professor e um livro não é o suficiente. Por isso, existem filmes, séries, músicas e livros de interesse do aprendiz. Assim, o ensino precisa despertar nos estudantes o prazer de estudar.

Enfim, para uma educação com eficiência no ensino de língua estrangeira, alguns mitos pedagógicos precisam ser enfrentados:

1) “É impossível ensinar em escola pública” – segundo a pesquisadora da UFMG, professora Deise Prina Dutra: "Há limitações, como a baixa carga horária, mas um trabalho bem-feito leva a turma a avançar."

2) “Gostoso é aprender sem perceber” – O professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro Luiz Paulo da Moita Lopes destaca: "Quanto maior o controle da criança sobre o que faz, mais facilidade ela terá para assimilar os conteúdos".

3) “É preciso falar como os nativos” – Maria Antonieta Celani, professora da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo discorda quando argumenta que “Línguas como o inglês e o espanhol são cada vez mais usadas por quem não nasceu onde esses idiomas são os oficiais”.

4) “Existe um método infalível” – No final do século passado, modelos internacionais estiveram presentes ao redor do mundo. Todavia, pesquisadores como o indiano N.S. Prabhu, uma das maiores autoridades do assunto no século XXI, lançaram a era pósmétodo ao demonstrar que sem levar em consideração o contexto local, os métodos são completamente ineficientes.