Primeiramente quero agradecer ao convite para participar do “gntc” e espero colaborar trazendo reflexões para a áreada educação.

 

A educação em tempos de pandemia

 


Portões fechados e alunos distantes das salas de aulas. Esse cenário nos assustou e assusta ainda. Isso evidencia todo o zelo que devemos ter com o ensino, que desta vez foi escancarado pela relação indireta entre educação e coronavírus.

A pandemia provocou um cenário inédito de isolamento social para a educação, com rápida transição para o ensino remoto e um impacto enorme no aspecto emocional de milhões de estudantes, educadores e famílias, além de expor, mais uma vez e com ênfase, fragilidades históricas dos sistemas educacionais sempre suscetíveis a situações de crises ou fatores que afetam diretamente o cumprimento do ano letivo e as possibilidades de aprendizagem dos estudantes.

momento atual indica uma ampliação da já enorme desigualdade no desempenho educacional por todo o país, a crise do coronavirus acentuou ainda mais essa situação o que adiciona desafios ao relevante papel da escola na busca por garantir a aprendizagem de qualidade com equidade a todos.

Acredito que atualmente, o principal desafio que se apresenta aos sistemas de ensino é articular tempo e qualidade a serviço da educação por meio de políticas públicas que, a partir de um diagnóstico claro, apresentem planejamentos objetivos para desenvolver ações específicas explicitando de que forma ocorrerá o monitoramento com indicadores e metas, avaliações e resultados esperados.

Refletindo sobre os possíveis impactos negativos do coronavirus para a educação, imagino que, para não dizer ninguém, pouquíssimas pessoas imaginavam uma pandemia com as proporções que a COVID-19 alcançou. Como consequência disso, praticamente organização nenhuma estava preparada para lidar com as consequências naturais impostas pelo distanciamento e isolamento social. A área da educação não teria como escapar desses enormes desafios, os quais mostram o despreparo de toda a comunidade escolar para um cenário em que a tecnologia pode ser um instrumento facilitador do processo de aprendizagem.

A maioria das escolas não conta com o suporte necessário para o oferecimento do ensino remoto ou à distância. Apesar de até estarem mais presentes em instituições do ensino superior, as plataformas digitais eram aproveitadas pela minoria dos estudantes da educação básica. As crianças e os jovens também não estavam acostumados a rotinas mais pesadas de estudos em casa, ambiente no qual normalmente priorizavam atividades de descanso e entretenimento. De maneira geral, os estudantes não possuíam a maturidade para lidar com a autonomia implícita no ensino a distância, em especial os alunos da educação infantil e do ensino fundamental.

Outro ponto escancarado a nós, foi o afastamento das famílias em relação às escolas, levando as crianças e os jovens a estudarem em casa, mostrando em muitos casos, o quanto as famílias estavam até então afastadas da escola e do aprendizado de seus filhos. E, ao terem que acompanhar mais de perto a rotina de estudos deles, pais e mães perceberam a necessidade de estarem mais próximos e inteirados do material didático, das metodologias adotadas e dos professores.

Apesar de alguns entraves, o balanço dessa pandemia pode e deve ser positivo. O motivo não foi agradável, é verdade, mas o distanciamento social e a suspensão das aulas presenciais impuseram um momento de reflexão para toda a comunidade escolar. Com a paralisação forçada, educadores, pesquisadores e gestores da área da educação buscam meios de renovar o ensino.

No fim, todos querem e estão buscando o melhor ensino para os estudantes, portanto precisamos estabelecer relacionamentos respeitosos, transparentes e objetivos.É a oportunidade de ressignificar a educação e de pensar em maneiras mais efetivas de desenvolver novas competências nos estudantes de todas as idades.