O envelhecimento nada mais é do que um processo biológico natural que, apesar de aspectos estruturais e funcionais, é inerente a todas as pessoas. Com a chegada do envelhecer há um constante aumento dos indicadores de busca de meios de minimização dos seus efeitos. Uma das alternativas, neste caso, é a dança.
Todos nós sabemos da importância da dança em nossas vidas, no entanto, muitos se esquecem que, além de uma forma de expressão, é, também, uma atividade física voltada a todas as faixas etárias, mas os benefícios à saúde são ainda maiores às pessoas da terceira idade, de quem mais comumente ouvimos se sentirem como um “peso” para os familiares ou que não têm mais importância dentro de casa e até mesmo na sociedade. O que não pensamos com frequência é que este sentimento de impotência pode estar muito relacionado à falta de atividades físicas, que podem servir como ocupação para os idosos, além de lhes fazer muito bem para a saúde e estimular suas vidas sociais.
Além de eficiente, a dança pode se mostrar uma atividade física muito prazerosa, especialmente na terceira idade. A socialização e a alegria que trazem a dança ajudam a melhorar também o humor, sem mencionar ser um potente mecanismo de prevenção de doenças, tais como a depressão, o mal de Alzheimer e mal de Parkinson.
Contrariamente ao que se pode imaginar, não necessariamente a dança se apresenta como uma atividade de alto impacto, pois o risco de lesões pode ser trabalhado conforme sua elaboração e planejamento pelo responsável, que poderá a adaptar para potencializar o seu desempenho e melhor aproveitamento. Isto é o que a faz uma excelente alternativa. A adaptação dos passos poderá ser melhor pensada quando o interessado passar, preventivamente, por um médico.
Alguns dos benefícios que podem ser elencados, com ênfase ao público da terceira idade, estão a melhora da flexibilidade, elevação da capacidade cardiorrespiratória, circulatória – varizes, por exemplo -, melhora dos sintomas de ansiedade, insônia e estresse, aumentando a qualidade do sono, autoestima e da coordenação motora, aqui incluído o equilíbrio e, consequentemente, diminuição dos riscos de queda, que oferecem grandes riscos para a população idosa que não se exercita.