Caros
leitores, é um prazer estar de volta aqui com vocês.
Ultimamente,
a minha vida tem sido uma mistura de trabalho, estudo e uma pitada de diversão,
como sempre. E dentro dessa pitada de diversão, tenho acompanhado um artista
americano que conquista o coração de muitos fãs há quase 60 anos. Um artista
que é conhecido mundialmente pelas suas músicas e pelo seu talento inegável. Na
coluna de hoje, iremos falar sobre Bruce Springsteen.
Bruce
é conhecido mundialmente e muito mais aqui dentro dos Estados Unidos devido as
suas canções, muitas delas falando sobre o país, como Born in the USA e Badlands,
e muitas outras cancoes que possuem profundos significados e algumas com
conotação política. Springteen também é conhecido pelos seus múltiplos talentos
como cantor, compositor, guitarrista e, além de tudo, toca gaita em suas
músicas.
Ele
entrou na minha vida por causa do meu namorado, que é um grande fã desde que
foi ao primeiro show dele quando ele tinha sete anos. Eu já tinha ouvido falar
do Bruce por causa das suas músicas mais conhecidas mundialmente, Dancing in
the Dark e I'm on Fire, mas eu não fazia ideia da grandiosidade
desse homem conseguiu atingir com o o decorrer da sua belíssima carreira.
Uma
das coisas que me chama muita atenção com relação ao cantor são as suas letras.
Ele é um compositor inegável e muito talentoso. Suas letras são profundas,
detalhadas, sensíveis, fortes e que dizem muito mais do que meras palavras
juntas podem dizer. Eu sempre gostei muito de músicas antigas, Bossa Nova e
músicas dos anos 70 e 80 internacionais, e, obviamente, não vou mentir, gosto
muito das músicas atuais do Brasil, como pagode, sertanejo e funk, mas vejo que
com nessas modalidades musicais a dedicação pela música e pela escrita acabou
se perdendo com o tempo. As músicas pop do Brasil nos últimos anos são muito
legais, interessantes e boas para dançar, mas 80% delas não são músicas com
significado, não são profundas e não são músicas que te fazem refletir. Para
mim, esse é o maior papel da música: identificação.
Escutar
Bruce tão frequentemente, comecar a ler sobre sua historia e estar presente em
seus shows me fez pensar em muitas fases da minha vida e tambem a refletir
sobre condicoes que eu ainda não havia nem imaginado. E isso me fez ter um
olhar diferente para a música novamente e quando escuto algo POP mas sem
significado, não consigo mais me empolgar com aquela música. Springsteen me
trouxe de volta a vontade de escutar música e prestar atenção em cada mínimo
detalhe e buscar interpretar aquela canção da melhor forma na minha vida
naquele momento.
Me
identifico com tantas letras como Two Hearts, I’m On Fire, e Thunderroad.
Sinto meu coracao vibrar imensamente quando escuto Nightshift, Jersey
Girl, e Spirit in the Night. Sinto meu corpo tremer e uma vontade imensa
de dançar quando escuto Waitin’ On a Sunny Day, Shackled and Drawn
e Rosalita.
E
para mostrar para vocês um pouquinho do que estou falando, apresento alguns
dados que consegui reunir pesquisando rapidamente no google: Bruce gravou 21
álbuns de estúdio, 23 álbuns ao vivo e acumulou vendas de mais de 150 milhões
em uma carreira lendária, o albúm Born in the USA vendeu mais de 15
milhoes de cópias. É estimado que Bruce já tenha escrito mais de mil músicas em
toda sua carreira.
Bruce,
carinhosamente apelidado por mim de “vovô”, é muito mais do que um cantor. Ele
é inspiração. Neste ano de 2023, ele voltou com a sua tour pelos Estados Unidos
e pela Europa, fazendo muitos e muitos shows incansavelmente com seus
impressionantes 73 anos de idade. Em suas canções, BS conta que se apaixonou
pela guitarra quando ainda era adolescente e que começou a tocar por volta dos
15 anos e depois nunca mais parou, fazendo as contas são quase 60 anos de uma
carreira incrível, muitas músicas, muitos shows e muitos álbuns lançados.
Infelizmente,
o Brasil só teve o prazer de vê-lo presencialmente por duas vezes: uma em 1988
no festival Human Rights no Palestra Italia em São Paulo e uma segunda
vez em 2013 no Rock in Rio. Esse show foi um dos mais memoráveis da história do
festival e também algo que só descobri neste ano e que me fez amá-lo ainda
mais. Quando ouvi a abertura do show que ele cantou uma música de Renato Russo
~ não vou dar spoiler ~ porque quero que você vá lá conferir esse vídeo
incrível (vou deixar o link aqui no final da coluna)
Por
estar morando nos Estados Unidos agora e posso ter acesso muito fácil aos shows
da E Street Band. Estive presente em abril em Nova Jersey e outro também em
Nova Jersey, mas em um estádio diferente, no dia 01 de setembro. Bruce nasceu e
cresceu em Nova Jersey, pertinho da Philadelphia. Por isso foi muito especial
vé-lo tocar, por duas vezes, em sua “casa”.
Em
agosto, compramos ingresso para vê-lo aqui na Philadelphia, mas, Bruce teve que
cancelar o show de última hora porque não estava se sentindo bem. Estavámos na
fila desde a meio dia e provavelmente iríamos ficar bem pertinho do palco,
quase conseguindo tocá-lo. Quando o adiamento do show foi anunciado, somente
falaram que ele não estava se sentindo bem, porém, na semana passada, foi
divulgada uma nota cancelando todos os shows do mês de setembro porque Bruce
foi diagnosticado com uma úlcera péptica e precisará ter uma pausa nos shows
para passar por tratamento.
Eu
gostaria muito que ele pudesse adicionar o Brasil de volta em sua lista de
shows porque é um show que todos devem presenciar. Todas as pessoas que são
realmente fãs de música, rock e boas letras vão adorar estar presente e
assistir ao show que ele é capaz de crescer, apesar da sua longa idade.
Vovô é um
cantor excepcional, uma pessoa maravilhosa e tem uma ótima presença de palco.
Eu poderia ficar aqui escrevendo páginas e páginas sobre ele sem parar, até
proque, são quase 60 anos de carreira, inúmeros álbuns e músicas, o que Bruce
mais tem é conteúdo para dar e vender haha
Mal posso esperar para estar presente e poder ver ele e sua banda, a famosa E Street Band, tocar novamente, quem sabe ainda esse ano se decidirmos embarcar em mais uma aventura, ou, nos veremos em Agosto de 2024 em Philly, Bruce!