A obra começou – construção ou reforma – por onde ela começou? Com sorte, a obra começa no projeto. Com susto, a obra começa no imprevisto. Mas ela sempre deve começar pelo projeto, o que nada mais é que o estudo do que deve ser executado, levando em consideração todos os detalhes próprios de cada situação.

Após projetar – parte teórica, vem a aprovação das definições e então se dá o “start” na parte prática, e junto começam os gastos com material e mão de obra. Como conseguimos concluir uma obra do início ao fim? A resposta é Planejamento, principalmente financeiro!

E o que dizer do paisagismo que fica sempre por último na obra.....

Sim, o jardim deve entrar quando tudo sair, afinal a área permeável não mais poderá ser o famoso canteiro de obras. E como será a última etapa da obra, deve-se reservar um montante do investimento para a realizaçãodo jardim também. Por mais que algumas pessoas não “gostem” de plantas, todos precisamos delas de alguma forma. As plantas ocupam uma função maior do que apenas embelezar a paisagem, se bem que, somente por esse motivo já justificaria tê-las em seu ambiente. Mas vamos pensar em quais outras maneiras as plantas podem ser importantes para que você se lembre de reservar uma porção do seu planejamento financeiro para o jardim.

As plantas trazem privacidade para o seu ambiente, de forma a proteger o seu espaço da visão de seus vizinhos, e até mesmo dentro da própria construção entre os cômodos e salas. Neste caso, o jardim proporciona certas divisões dos espaços a fim de que um esteja total ou parcialmente sem vista para o outro, sem que usemos mais muros, paredes e concretos.

Uma boa função é a questão acústica, onde as plantas filtram as ondas sonoras e amortecem os sons entre um ambiente e outro.

Outra questão é a barreira física como proteção contra ventos e entrada de poeira, no caso do ambiente ser aberto a áreas de terra ou locais de intenso movimento de veículos. Além disso, as plantas também podem proporcionar sombras em determinados locais com intensa luminosidade e incidência solar direta, quebrar a claridade ou reflexos.

E talvez o mais importante papel do jardim em uma construção seja a proteção de seu solo, para que toda a estrutura se mantenha firme, e quem assegura o equilíbrio do solo são as raízes das plantas. Parece inofensivo deixar o solo exposto, mas basta uma chuva intensa para conseguirmos ver a grande função das plantas ao segurar o solo, protegendo suas camadas do impacto da água e ainda evitar respingos de terra na pintura nova, o que a propósito, acontece muito.

Pensando na obra como uma esfera de várias camadas, ela é basicamente cinza. A pintura disfarça, e os acabamentos quebram a monotonia das cores da construção. Algumas texturas também são utilizadas para compor e diversificar a arquitetura, e o jardim seria a camada mais superficial dessa esfera. Então o que é exatamente uma obra sem jardim? Uma coisa eu sei: é algo sem vida.

Contudo, além do jardim compor a paisagem esteticamente, ele ainda ocupa funções que beiram a segurança e estabilidade estrutural da obra. Portanto não esqueça de reservar um pouco do seu investimento para a “cobertura do bolo”.

As plantas são vida para sua casa. São elas quem dão o charme da paisagem através de sua diversidade de cores, formatos, texturas, aromas, e pode apostar que são elas que causam o bem estar onde estamos. São elas que realmente alteram a fachada. Além de colorir e embelezar a paisagem, elas ainda possuem funções que fogem da estética, seja numa janela de banheiro ou um local de lavanderia que precise esconder, seja no uso de uma árvore de extensa copa para causar uma sombra na sala de estar, ou simplesmente na implantação de uma grama verde para a obra ficar com carinha de pronta!

 

Mas quanto reservar?

Depende muito do tamanho da sua área permeável definida no projeto arquitetônico e das funções que seu jardim irá exercer, além é claro, do quanto você gosta de plantas.

 

E quando devo reservar?

Sempre no início da obra. No planejamento financeiro inicial você deve reservar um montante, tanto para o projeto paisagístico (parte teórica de estudos) que é um valor previsível e fixo, como para a execução (parte prática do estudo), o qual é um valor variável dependente das definições do projeto.

O projeto paisagístico deve ser elaborado por profissional habilitado, com base no projeto arquitetônico, e paralelamente com a execução do mesmo, e andamento da obra. E a implantação do projeto paisagístico deverá ocorrer quando toda parte estrutural estiver concluída e a obra estiver “limpa”.

Então você já sabe: planejamento é o sucesso para uma obra tranquila e um jardim funcional. Peça sempre o acompanhamento do seu paisagista!