Você já percebeu como algumas histórias se repetem na sua família e na família das pessoas que você conhece?

Já percebeu padrões negativos que aparecem de geração em geração?

Em algum momento se deu conta de que as suas escolhas podem ter mais a ver com a tentativa de seguir ou salvar alguém da sua família?

As repetições de histórias e padrões de dor e sofrimento são o que a Constelação Familiar chama de “amor cego”.

Nesse tipo de amor prevalece o sacrifício da própria felicidade e saúde para se sentir igual ou cuidar de alguém. Sem buscar um novo caminho, um familiar fica emaranhado no destino difícil de um familiar amado como se aquele também tivesse que ser o seu destino.

Em alguns casos esse tipo de amor é bem marcado como, por exemplo, quando muitas mulheres de uma mesma família, geração após geração, ficam viúvas ou se separam muito cedo.

Em outros casos, o “amor cego” é mais sutil. Um exemplo ocorre quando o filho não consegue ficar na escola. O que pode parecer dificuldade de adaptação esconde o emaranhado com a mãe depressiva, no qual a criança faz um pacto consigo mesma para “salvar a mamãe” não conseguindo, portanto, ficar longe dela.

Como se vê o pano de fundo do “amor cego” é o sacrifício.

Se existe o “amor cego” significa que há o “amor que vê”. Esse tipo de amor pode nos trazer culpa, medo de ser diferente dos nossos familiares e medo da solidão. Mas ele é o amor que leva a pessoa para o mais. Além disso, é a postura que traz benefícios a todo o sistema familiar pois uma mudança de padrão gera um registro de vitória que poderá ser seguido pelas futuras gerações.

Numa sessão de Constelação Familiar o bom terapeuta ajuda o seu cliente a entender e ter força para entrar em sintonia com o “amor que vê”.

A liberdade e a saúde da alma familiar dependem de um olhar. Você está pronto (a) para ajustar a sua lente?