Muito
já se escreveu sobre o coração de Mãe, não preciso usar os mesmos clichês que
já foram usados tantas e tantas vezes. Por hora quero te ajudar a pensar sobre
essas mulheres maravilhosas que aceitam de bom grado a grande benção e dádiva
que é ser mãe.
Como
Pastor e conselheiro de famílias, me deparo com situações que, mesmo para quem
está acostumado, doem na alma.
Eu
tenho na memória a primeira vez fui chamado por uma mãe para visitar a sua
filha em um hospital, foi muito duro. Era uma das primeiras vezes que adentrara
em uma UTI, vou tentar descrever, não para seu terror, mas, sim, para tentar se
colocar no lugar da mãe.
“Corpo
franzino, aparelhos ligados, na boca, ao menos 2 bandagens segurando as sondas.
Os bracinhos amarrados, os cabelos muito desalinhados e careciam de serem
lavados. (Algumas vezes fui em hospitais e os pacientes careciam de uma higiene
melhor) A menina tinha uma cor mais para amarelado. Os sons emitidos pelos
aparelhos dão a essa cena uma força para não esquecer jamais.”
Ali,
naquele momento eu percebi que teria muita dificuldade para consolar aquela
mãe, ficou realmente muito marcado em minha mente. Coloquei a mão na testa da
criança, segurei a mão da mãe e orarmos ali, ela chorou, eu chorei. A Menina
não reagiu e, infelizmente, ela veio a falecer naquela noite. Fui ao velório e,
mais uma vez, encontrei a mãezinha lá. É muito triste ir a um sepultamento de
uma criança, dá uma tristeza profunda mesmo que você não tenha nenhuma ligação
afetiva com a criança, só pelo fato de saber que ali naquele caixãozinho tem
uma criança dói demais.
Sempre
que penso em uma mãe eu me lembro daquela mãezinha e como ela ficou ali ao lado
da sua bebezinha, de 6 anos, até o último momento.