Sem previsão de se suspender os procedimentos médicos e cirúrgicos eletivos, os hospitais privados do Estado de São Paulo se veem compelidos a promover adaptações para comportar todos os pacientes, visto o crescente número de internações, também em UTIs, de paciente infectados por Covid-19.

Na última sexta-feira, 28, o Hospital Albert Einstein informou estar trabalhando com uma taxa de ocupação de 106%, isto é, sem vagas para todos, precisando deixar pacientes à espera de leito no espaço do pronto-atendimento. “Estamos trabalhando no limite”, disse o Presidente, Sidney Klajner, que confirmou a montagem de um anexo ao prédio para atendimento e alocação dos pacientes não contaminados pelo novo Coronavírus,

O Hospital Alemão Oswaldo Cruz estava, também na última sexta, 28, com números elevados de pacientes, com uma ocupação de 99% em sua UTI, enquanto o hospital como um todo trabalha com ocupação de 96%. Desde o início de maio, registrou um crescimento dos casos de Covi-19 em 25%. 

O Albert Einstein observou, inclusive, um crescimento contínuo de casos. No dia 14 de maio, contava com 114 pacientes internados, enquanto nos últimos dias 26 e 27 registrou 168 internações por Covid. 

O Hospital Sírio-Libanês também observou a tendência. No dia 17, eram 139 os pacientes internados com Covid-19, número que passou a somar 186 casos na última sexta-feira, 28, elevando a taxa de ocupação geral para 93%. “Desde sexta passada, observamos um aumento consistente de internações. Não dá para bater o martelo de que se trata de uma terceira onda, mas preocupa muito. A dúvida é se é uma oscilação ou se isso vai continuar subindo. Nosso temos é que continue subindo”, afirmou o Gerente de Práticas Médicas do hospital, Felipe Duarte, que complementou informando que serão adotadas políticas de remanejo de pacientes e adaptações estruturais para responder ao aumento de casos.

Uma tendência apresentada pelos casos de internação no estado tem sido a queda da faixa-etária dos pacientes, cada vez mais jovens, em decorrência da taxas de imunização da população idosa, estando os casos de concentrando, em maior parte, entre pessoas de 35 à 59 anos de idade.