Você sabe o por quê de cada vez mais vermos médicos e profissionais da saúde receitando e indicando cada vez mais atividades físicas e exercícios programados para seus pacientes? Bem, a importância da atividade física para saúde se tornou um verdadeiro consenso no meio da medicina atualmente e existem muitos trabalhos que afirmam ser a prática dos exercícios fortalecedora do sistema imunológico, do músculo cardíaco, da resistência óssea, muscular, articular, chegando, também, a contribuir com a liberação de hormônios, além de ajudar na manutenção do peso e trazer a todos uma sensação de bem-estar. Outras tendências, que não serão objeto deste, mas necessitam ser ditas, são as recomendações para que se beba mais água e se tenha uma alimentação saudável e regulada.
Isto é o que se chama medicina e estilo de vida, onde a atividade física, supervisionados ou não por um bom profissional da educação, nos mostra que o exercício regular é capaz de transformar o que, sem preparação e orientação devidas, poderia ser adverso, limitante de alguma forma e, pior, levar à minimização do tratamento medicamentoso prescrito. Daí a tendências entre os médicos de não descartarem a prescrição de exercícios e atividades físicas, o que está muito relacionado à “Lifestyle Medicine”, que busca tornar todas estas práticas em hábitos saudáveis e partes da rotina de cada paciente.
Na abordagem da Medicina do Estilo de Vida, que possui um Colégio Brasileiro próprio, o uso do estilo de vida se dá de maneira terapêutica, envolvendo apoio à mudança de hábitos não sadios, transformando a alimentação, mantendo a continuidade das atividades físicas, regulando a qualidade de sono, adotando estratégias de regulação do estresse, além de, o mais importante, prevenir, tratar e até revertes quadros de doenças crônicas ligadas ao estilo de vida que são prevalentes atualmente.
Veja-se, portanto, que esta prática medicinal se vale de técnicas motivacionais, para abordar sistematicamente os pilares da saúde, para se transformar o estilo de vida. Não se trata de uma mera prescrição, mas, sim, de uma relação de que se inicia entre médico e paciente, que, juntos, são capazes de alcançar os resultados esperados.
É claro que a mera prescrição não basta. Cabe aos pacientes colocar em prática as orientações médicas. Embora muitos deles possam estar passando por outros tratamentos limitantes, a exemplo da quimioterapia, ou, então, simplesmente a pessoa não é adepta à prática de atividades físicas regulares, é sempre bom enxerga-los como uma excelente hipótese e um desafio que valerá a pena.