Que
saudade, doce mentira
Que
ridícula piada de mau gosto
Solitária
em toque, em calor, em cheiro
E
agora, limitado
Dentro
dessa caixa de gesso
Tento
entender o outro que se engana
Outro
triste, amando e definhando
Você
não viu? Você não teve pena?
Estou
vomitando cada poema
Cada
vez que sinto fome de palavras
Segurando
olhos em meu café
Aonde
antes havia um cigarro
A
falta não é mais forte
Meu
sorriso, reconstruído
Agora
está aqui
Diariamente
para te assombrar
E
você criança...
...Ah
minha criança
Também
terá saudade
Desta
doce mentira
Nota do autor: Prometo que este vai
ser o último texto dessa série melancólica. Por mais que a angústia por si só
ande sendo um enorme combustível pra inspiração da minha escrita, vejo a
necessidade de escrever sobre reflexões mais belas da vida. Espero que a
pandemia não me impeça de criar textos apaixonantes, já que tudo que acontece
na vida do artista pode ser visto através da sua obra, podemos esperar
devaneios interessantes e talvez até mesmo surpreendentes no futuro. Obrigado a
todos que me acompanham!