Fazia 100 anos que a sociedade não sofria com uma pandemia, e ela nos traz aprendizado constante. Individual e principalmente coletivo.

Neste intervalo de tempo, a humanidade mudou, o meio desenvolveu uma infinidade de técnicas e experiências de consciência, a maior parte das vezes pela primeira vez. Quem imaginou que teríamos a internet transformando diariamente absolutamente quase tudo, de sistemas financeiros à educação, passando pelos home offices? Quem imaginou que banheiros estariam lado a lado com as camas? Que passaríamos do conceito de salas e cozinhas fechadas para tudo aberto e integrado no mesmo plano?

Pois é. A medicina avançou barbaridade e aumentou a expectativa de vida das pessoas em décadas. A tecnologia fez VOCÊ ter o mundo em suas mãos, em qualquer lugar que esteja. Fantástico!

As cidades cresceram e desenvolveram ao ponto de ter tanta gente e pouquíssimo espaço coletivo e individual. Nos empilhamos em pequenos apartamentos, sim, com churrasqueiras, para afagar o ego e iludir a percepção de conforto e espaço. Pouquíssimos parques e áreas de descompressão, pois claro, precisamos lucrar!

E assim estávamos tocando a vida, cada um alimentando diariamente todo esse sistema e gerando uma sociedade individualista, onde o mais importante e quiçá único ponto a se preservar era o nosso próprio egoísmo. Se está tudo bem para mim, então está ok!

E a consciência coletiva, ou a falta dela é percebida exatamente onde nós, os seres transmissores e receptores vivemos: OS ESPAÇOS.

No meio do caos que estamos passando, enquanto seres individuais estamos fazendo a nossa parte para o coletivo? Respeitamos os espaços? Os ônibus, escritórios, restaurantes, academias estão educando seus usuários a respeitar a coletividade? Tenho a impressão que pouco, infelizmente.

A pandemia tem me ensinado que não é sobre mim, ou você. É sobre nós!

As gerações futuras terão a oportunidade de gerar ESPAÇOS onde a dignidade humana venha antes das tendências dos azuis ou doirados, e arquitetura e o design de interior são agentes importantes nesta transformação, e a partir de agora através deste canal, o GNTC, teremos um encontro mensal com muito conteúdo sobre esse mundo da construção civil e do urbanismo, seus desafios, tendências e comportamentos. Por exemplo, precisamos de quantas cozinhas em casa? 1, 2, 3? Depende e esse assunto que divide opiniões será nosso próximo tema. Aguardem!

Muito obrigado.