Às vezes, parece que estamos vivendo numa roda viva, num círculo vicioso em que se mesclam acontecimentos com os mais variados enfoques, cuja conta não fecha; alguns nos deixam altamente orgulhosos e gratos como seres humanos, mas muitos também nos levam a uma total descrença e decepção em relação à humanidade.
Aliados ao avanço praticamente diário dos recursos tecnológicos, da informação, do desenvolvimento nas mais diversas áreas, crescem também, a passos largos, uma total vulgarização e um chocante desrespeito a valores éticos, imprescindíveis em uma sociedade minimamente congruente, que, como conseqüência, nos permitam viver com civilidade e perspectiva de crescimento, num ambiente de paz.
O fato de uma cantora, embora praticamente desconhecida em nosso país, mas descendente de brasileiros famosos, pisotear, durante uma apresentação musical, a bandeira brasileira, numa patente demonstração de quem não sabe, sequer, o significado de Pátria, causa perplexidade e inquietação.
Ora, dirão alguns, ela nem brasileira é... no entanto, qualquer que seja sua nacionalidade, pertença a bandeira a qualquer país, essa artista demonstra desconhecer o real significado da reverência ao país de seus ascendentes. Tal atitude revela um evidente desapreço ao sentimento de patriotismo, independente do país natal.
Para nós, que atravessamos outras épocas e realidades, causa tristeza profunda a desconsideração de uma dos símbolos da nossa Pátria, nossa bandeira, nosso “lindo pendão da esperança”, representativa das riquezas de nosso Brasil, tão cobiçadas por tantos. E, para crianças e jovens, trata-se de um exemplo altamente nocivo, que mancha inocência e avilta a esperança.
Digo isto sem levar em conta qualquer posicionamento político, afinal, a democracia nos permite escolher aquele em quem confiamos para administrar o país. Não defendo ideologias políticas, mas, sim, o bom-senso, a lisura de comportamento, o amor à Pátria em que nascemos, o respeito, a ética e uma vida satisfatória a todos nós.