Há alguns dias atrás, conversando que ficaremos mais um ano sem as tradicionais festividades juninas, que para alguns sem muito significado, mas para mim, época de comemoração, bons quitutes e looks divertidos, pensei nos trajes típicos e fantasiosos, e a afamada e clássica estampa xadrez atravessa barreiras e está presente nas demais configurações, sem parecer personagem de desenho animado.
Não há uma data definida sobre o surgimento dos tecidos xadrezes, mas a estampa foi manipulada desde a época do povo Celta. Posteriormente, pelos escoceses, que usavam - e ainda usam - o kilt, saia xadrez pregueada, feito de tartan (tecido originalmente de lã ou algodão). Cada tartan/kilt era de uma cor, para classificar de qual família nobre aquela pessoa pertencia. Desde então, o xadrez tartan é usado e muitas empresas registram seus próprios desenhos.
Outro estilo de xadrez é o madras, tecido oriundo da cidade de Madras, localizada na Índia, cujo país é um dos pioneiros em estamparia. O tecido é delicado, normalmente feito de algodão, linho ou seda e é caracterizado por cores vibrantes e de variados desenhos.
O terceiro e último exemplo que trago aqui para vocês, é o padrão vichy, que recebe esse nome para homenagear a cidade francesa Vichy, onde foi criado. O tecido também é feito de algodão, sempre branco entrelaçado com uma segunda cor, apenas as duas formam o tecido.
Existem diversos estilos, mas ficam para uma próxima conversa! Pra quem não é acostumado a vestir estampas, começem pelo básico, o xadrez vichy é uma boa opção. O xadrez pode aparecer nos acessórios, bolsas, sapatos, etc. Quem quiser se aprofundar no mundo dos tecidos, deixo aqui minha indicação do livro da jornalista, fotógrafa e estilista Dinah Bueno Pezzolo, “Tecidos: história, tramas, tipos e usos”. Vale a leitura! Até breve!