No dia 8 de agosto do ano passado, quando o Brasil marcava 100 mil mortes em decorrência da Covid-19, o Jornal Nacional divulgou um informe, lido pelos âncoras do programa, William Bonner e Renata Vasconselos, que além de consignar o número de óbitos em nosso país, lembrava que estávamos havia 85 dias sem um Ministro da Saúde titular, apontando para o comportamento do Presidente Jair Bolsonaro, que já havia dito a célebre frase “não sou coveiro” e reagido, no início da pandemia, diante das primeiras mortes com um histórico “e daí?”.

E daí que na live que realizou no dia 13 que se seguiu, afirmou que entraria com uma ação judicial para exercer seu direito à resposta no programa da Globo, após não a conseguir extrajudicialmente. Durante a transmissão ao vivo disse: “Vamos tentar a responsabilização e o esclarecimento da verdade no tocante a essa matéria, porque não dá para a gente não se defender disso. Uma acusação de genocida para cima de mim no horário nobre, ou que eu sou o responsável e que deveria cumprir a Constituição”.

A ação foi ajuizada pela Advocacia-Geral da União – AGU, no entanto, passados meses, Bolsonaro perdeu em duas instâncias e, diante das mais de 430 mil mortes atualmente, a AGU informou na última quarta, 12, que não irá recorrer da última decisão.